08 Nov Porque defendo a eleição de Donald Trump

Escrito por Pastor Everaldo
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Uma eleição para presidente dos Estados Unidos mobiliza enorme parcela do mundo, em especial porque o envolvimento comercial e político de diversos países passa pelo relacionamento com Washington. O debate, neste ano, intensificou-se pela polarização entre os candidatos dos dois maiores partidos. No Brasil, as discussões travadas na imprensa e nas redes sociais também foram acaloradas. Entretanto, para entender os desdobramentos para o nosso País do resultado do pleito, precisamos de uma análise mais profunda do que move cada partido e daquilo que defende cada um.

Trump é o candidato dos republicanos, partido que teve como seu primeiro presidente eleito Abraham Lincoln e que possui um histórico consistente na defesa de valores que considero essenciais para a formação de uma sociedade fraterna. Entre estes está a defesa da Constituição sem interpretações que possam desviá-la de sua essência fundamental. Além disso, dentre os princípios do partido está consagrado o direito à vida e à preservação da família como unidade central da formação da sociedade. São valores que acompanham a tradição norte-americana, responsáveis pelo seu caminho de sucesso trilhado ao longo dos anos.

Do ponto de vista econômico, a história nos mostra que os republicanos são mais abertos ao comércio, aos acordos internacionais de facilitação trocas, de um governo mais enxuto, entregando para a sociedade mais poder sobre si mesma e seus destinos. Pelas mãos do republicano Ronald Reagan, o país reencontrou sua trajetória de sucesso. Do contrário, em governos democratas vemos o crescimento do Estado e interferência maior do governo na vida do cidadão, como na presidência de Lyndon Johnson e Franklin Roosevelt.

Já era hora de ser trazido para arena política temas difíceis. Este papel Donald Trump já cumpriu. Em uma democracia, o debate é fundamental e faltava nos Estados Unidos um nome que levantasse questões polêmicas e fornecesse voz para uma parcela do eleitorado que até então sentia-se órfã e nem se dava ao trabalho de votar. A chegada de Trump fornece voz para este eleitor e oportunidade que suas ideias sejam vistas e debatidas. Vale lembrar que em 1964, o conservador Barry Goldwater lançou-se em uma campanha muito difícil contra o Presidente Johnson. Goldwater perdeu nas urnas, mas deu vida para um movimento que tornou-se vencedor em 1980. Ele dizia que não foi derrotado, mas que apenas seus votos demoraram 16 anos para serem contados. Uma fina ironia que nos mostra a força das ideias.

Para o Brasil, meu entendimento é de que a eleição de um republicano irá favorecer nossa posição no meio internacional. Não somente porque acredito em maior abertura comercial, mas também porque Trump tende a ser mais duro com governos socialistas como de Cuba e da Venezuela, que tanto mal fazem para sua população. Sem regimes que limitam as liberdades, nosso continente tende a prosperar ainda mais. Não há dúvida que o atual governo pode ser parceiro deste processo em nossa região, o que certamente nos tornará líderes de um movimento de abertura democrática e comercial. Logo, nossa diplomacia não teria nada a temer, mas uma grande oportunidade para desbravar.

Reafirmo que a opção por Trump, em meu entendimento, é uma escolha pela diminuição da interferência do governo, pela gestão racional do Estado nas mãos de um empresário, pela defesa dos valores históricos da sociedade americana, pela vida, família, império da lei e o comércio como instrumento facilitador da aproximação dos povos. Por tudo isso, já é tempo da democracia conhecer a salutar alternância de poder. A força de um movimento e suas ideias mostram mais uma vez a importância de lutar por aquilo que acreditamos.