16 Abr Só agora a presidente Dilma reconhece o trabalho evangélico na recuperação de dependentes químicos?

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crack-w470

"Planalto manda liberar verba para grupos religiosos" - deu no jornal O Globo de terça, 16 de abril. A matéria diz que o Palácio do Planalto passou a pressionar a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) a liberar recursos para as comunidades terapêuticas, entidades de cunho religioso (ligadas a grupos católicos e evangélicos) que recuperam dependentes de drogas. O grupo que dirigia aquela entidade já estava lá desde 2011 e era contra a aprovação de verbas para entidades religiosas. Nenhum convênio foi aprovado desde então. Esta semana, o Planalto interveio, tirou as pessoas que emperravam as liberações e deu ordem expressa para que as comunidades terapêuticas cristãs fossem ajudadas "prioritariamente" com verbas para a continuidade do trabalho.

A notícia merece pelo menos dois comentários. Primeiro, é aquela história do "leite derramado" que aqui se aplica. Ou seja, dizer: Por que só agora? Será que é apenas porque o Planalto começa a perceber que vem desagradando aos evangélicos e que eles já começam a ficar ressabiados com a presidente Dilma e tendendo a mudar de voto? Será que eles vêm com essa história de liberar verba pra recuperação de dependentes químicos pensando que os evangélicos não têm senso crítico? A possível iminência da perda do apoio evangélico deve estar mesmo tirando o sono das equipes palacianas...

E esses "especialistas"? Esses que, segundo a matéria de O Globo teriam saído da secretaria talvez em protesto por não concordar com tratamentos de comunidades terapêuticas religiosas. Será que eles não leram tão atentamente assim os relatórios de dados que demonstram os melhores resultados obtidos por comunidades terapêuticas cristãs quando comparados com os de tratamentos de caráter estritamente científicos?

Já deviam ter liberado essa verba há muito tempo e ainda deveriam agradecer pelo trabalho cristão abnegado na recuperação de dependentes químicos, sem o quê a sociedade brasileira, especialmente nas grandes metrópoles, estaria muito pior nesta questão.