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Em nossas atividades, especialmente na área da política, tenho buscado resgatar os valores da família. Faço isso por saber que esse tipo de ação repercute, diretamente, não só na criação de condições para uma vida mais feliz dos indivíduos, mas também na construção de um Brasil melhor e um mundo mais fraterno.

A família é a organização básica da sociedade. Não deixamos de atuar também pela redução da violência, educação de qualidade e oportunidade para todos, mas uma das principais bandeiras do Partido Social Cristão é a valorização da família.

Família na história

Desde o início da jornada humana, somos informados de que a família é a célula mater da sociedade. No Gênesis, temos o registro de que os povos que viveram antes do dilúvio descendem da família criada por Deus: Adão e Eva.

Naquele episódio, Deus preservou a família de Noé para a continuidade das novas gerações. No período seguinte, há inúmeros relatos de civilizações que surgiram na Mesopotâmia, Egito, Índia, China, Grécia, e alguns países da Europa, além de civilizações do Novo Mundo, como o reino dos Incas, dos Astecas, dos Maias e outros.

Na antiga Mesopotâmia, temos o registro de um homem, Abraão, que recebeu uma ordem divina para ir em direção à região que hoje é o Estado de Israel, e que nele, e em sua família, seriam abençoadas todas as famílias da terra.

Assim, na história, há muitos relatos, de pessoas que formaram suas famílias, deslocaram-se para outros lugares e que, na saga de suas ações, nos legaram informações diversas sobre o florescer, o andar e a epopéia de milhares de famílias na face da Terra.

A valorização da família no Brasil

O Brasil, por exemplo, surge de famílias portuguesas que aqui chegaram no período das Capitanias Hereditárias, somando-se aos grupos indígenas que já residiam, muitos preservados até hoje.

Recebeu posteriormente outras contribuições, especialmente da África, e, por contingências de guerras e conflitos, famílias vindas da Europa, do sudeste asiático e de outros lugares. Todas estas famílias contribuíram para a formação do Brasil.

A família na Bíblia

Vale destacar também, e prioritariamente, a família no sentido bíblico, pois Deus disse: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”, Gênesis 2.24.

O registro divino é bem claro: “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher”. Unindo-se à sua mulher, surgem os filhos, a descendência, a continuidade das gerações.

É na família que são modelados os valores éticos e morais, importantes para a sociedade.

O significado da palavra ética, que vem do grego, é que nela se estabelece a pauta das ações do indivíduo, onde quer que o ser humano venha agir, ou seja, a conduta dos pais, dos filhos, da família em geral. Quanto à moral, que vem do latim moralis, relativo aos usos e costumes, ensina tudo aquilo sobre o que é honesto, virtuoso, correto, seguindo os princípios de convivência nas relações humanas.

A família e as crianças

É na família que formamos a criança de hoje, jovem de amanhã e o homem e a mulher do futuro. Por isso, o sábio rei Salomão ensina:

“Eduque a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

Na família ensinamos à criança o respeito, a disciplina, a responsabilidade, a superação de fatos do dia-a-dia, a cooperação entre os seres humanos. Se educarmos a criança nos valores éticos e morais, lembrando que eles estão contidos nos valores cristãos, teremos amanhã um jovem sadio e um ser humano equilibrado.

A família na Constituição brasileira

O voto de milhões de brasileiros, por meio de seus representantes no Congresso Nacional, decidiu que o Estado protegerá a família brasileira, com garantia na Constituição Federal, de acordo com o artigo 226, parágrafo 3°, que estabelece: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

A família valorizada certamente contribuirá para um Estado democrático forte, que será um referencial para as demais nações.
Todos precisamos contribuir com esta tarefa de fortalecer a família brasileira, não somente na educação de base, saúde, segurança e economia, como também através dos valores éticos e morais.

* Pastor Everaldo é Presidente nacional do PSC

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Confira, em vídeo, o posicionamento do Pastor Everaldo sobre a decisão do STF em relação ao aborto.

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Hoje me reuni com os representantes do PSC do Rio de Janeiro. No encontro, fizemos a avaliação das eleições municipais e debatemos as perspectivas positivas para o nosso partido em 2018. A candidatura do PSC ao Senado é viável e será trabalhada no Estado do Rio ouvindo as instâncias partidárias e os nossos aliados.

Candidatos importantes para o PSC foram eleitos nas últimas eleições. Valorizamos esses candidatos, que realmente trabalham pelo partido e respeitam as instâncias partidárias. Também me alegrou saber a avaliação positiva que fazem da nossa condução, no comando do PSC, que de forma ética respeita e cumpre sua palavra com todos.

Também anunciamos três ações importantes para o PSC. A primeira é que iniciaremos, nos próximos meses, um ciclo de formação política com palestras, cursos e seminários no Rio de Janeiro e em todo o país. A segunda é a campanha de novas filiações que será feita em 2017 e, por fim, o lançamento do Manifesto Social Cristão, que ocorrerá nos primeiros meses do próximo ano.

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Uma eleição para presidente dos Estados Unidos mobiliza enorme parcela do mundo, em especial porque o envolvimento comercial e político de diversos países passa pelo relacionamento com Washington. O debate, neste ano, intensificou-se pela polarização entre os candidatos dos dois maiores partidos. No Brasil, as discussões travadas na imprensa e nas redes sociais também foram acaloradas. Entretanto, para entender os desdobramentos para o nosso País do resultado do pleito, precisamos de uma análise mais profunda do que move cada partido e daquilo que defende cada um.

Trump é o candidato dos republicanos, partido que teve como seu primeiro presidente eleito Abraham Lincoln e que possui um histórico consistente na defesa de valores que considero essenciais para a formação de uma sociedade fraterna. Entre estes está a defesa da Constituição sem interpretações que possam desviá-la de sua essência fundamental. Além disso, dentre os princípios do partido está consagrado o direito à vida e à preservação da família como unidade central da formação da sociedade. São valores que acompanham a tradição norte-americana, responsáveis pelo seu caminho de sucesso trilhado ao longo dos anos.

Do ponto de vista econômico, a história nos mostra que os republicanos são mais abertos ao comércio, aos acordos internacionais de facilitação trocas, de um governo mais enxuto, entregando para a sociedade mais poder sobre si mesma e seus destinos. Pelas mãos do republicano Ronald Reagan, o país reencontrou sua trajetória de sucesso. Do contrário, em governos democratas vemos o crescimento do Estado e interferência maior do governo na vida do cidadão, como na presidência de Lyndon Johnson e Franklin Roosevelt.

Já era hora de ser trazido para arena política temas difíceis. Este papel Donald Trump já cumpriu. Em uma democracia, o debate é fundamental e faltava nos Estados Unidos um nome que levantasse questões polêmicas e fornecesse voz para uma parcela do eleitorado que até então sentia-se órfã e nem se dava ao trabalho de votar. A chegada de Trump fornece voz para este eleitor e oportunidade que suas ideias sejam vistas e debatidas. Vale lembrar que em 1964, o conservador Barry Goldwater lançou-se em uma campanha muito difícil contra o Presidente Johnson. Goldwater perdeu nas urnas, mas deu vida para um movimento que tornou-se vencedor em 1980. Ele dizia que não foi derrotado, mas que apenas seus votos demoraram 16 anos para serem contados. Uma fina ironia que nos mostra a força das ideias.

Para o Brasil, meu entendimento é de que a eleição de um republicano irá favorecer nossa posição no meio internacional. Não somente porque acredito em maior abertura comercial, mas também porque Trump tende a ser mais duro com governos socialistas como de Cuba e da Venezuela, que tanto mal fazem para sua população. Sem regimes que limitam as liberdades, nosso continente tende a prosperar ainda mais. Não há dúvida que o atual governo pode ser parceiro deste processo em nossa região, o que certamente nos tornará líderes de um movimento de abertura democrática e comercial. Logo, nossa diplomacia não teria nada a temer, mas uma grande oportunidade para desbravar.

Reafirmo que a opção por Trump, em meu entendimento, é uma escolha pela diminuição da interferência do governo, pela gestão racional do Estado nas mãos de um empresário, pela defesa dos valores históricos da sociedade americana, pela vida, família, império da lei e o comércio como instrumento facilitador da aproximação dos povos. Por tudo isso, já é tempo da democracia conhecer a salutar alternância de poder. A força de um movimento e suas ideias mostram mais uma vez a importância de lutar por aquilo que acreditamos.