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Confira, em vídeo, o posicionamento do Pastor Everaldo sobre a decisão do STF em relação ao aborto.

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Hoje me reuni com os representantes do PSC do Rio de Janeiro. No encontro, fizemos a avaliação das eleições municipais e debatemos as perspectivas positivas para o nosso partido em 2018. A candidatura do PSC ao Senado é viável e será trabalhada no Estado do Rio ouvindo as instâncias partidárias e os nossos aliados.

Candidatos importantes para o PSC foram eleitos nas últimas eleições. Valorizamos esses candidatos, que realmente trabalham pelo partido e respeitam as instâncias partidárias. Também me alegrou saber a avaliação positiva que fazem da nossa condução, no comando do PSC, que de forma ética respeita e cumpre sua palavra com todos.

Também anunciamos três ações importantes para o PSC. A primeira é que iniciaremos, nos próximos meses, um ciclo de formação política com palestras, cursos e seminários no Rio de Janeiro e em todo o país. A segunda é a campanha de novas filiações que será feita em 2017 e, por fim, o lançamento do Manifesto Social Cristão, que ocorrerá nos primeiros meses do próximo ano.

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Uma eleição para presidente dos Estados Unidos mobiliza enorme parcela do mundo, em especial porque o envolvimento comercial e político de diversos países passa pelo relacionamento com Washington. O debate, neste ano, intensificou-se pela polarização entre os candidatos dos dois maiores partidos. No Brasil, as discussões travadas na imprensa e nas redes sociais também foram acaloradas. Entretanto, para entender os desdobramentos para o nosso País do resultado do pleito, precisamos de uma análise mais profunda do que move cada partido e daquilo que defende cada um.

Trump é o candidato dos republicanos, partido que teve como seu primeiro presidente eleito Abraham Lincoln e que possui um histórico consistente na defesa de valores que considero essenciais para a formação de uma sociedade fraterna. Entre estes está a defesa da Constituição sem interpretações que possam desviá-la de sua essência fundamental. Além disso, dentre os princípios do partido está consagrado o direito à vida e à preservação da família como unidade central da formação da sociedade. São valores que acompanham a tradição norte-americana, responsáveis pelo seu caminho de sucesso trilhado ao longo dos anos.

Do ponto de vista econômico, a história nos mostra que os republicanos são mais abertos ao comércio, aos acordos internacionais de facilitação trocas, de um governo mais enxuto, entregando para a sociedade mais poder sobre si mesma e seus destinos. Pelas mãos do republicano Ronald Reagan, o país reencontrou sua trajetória de sucesso. Do contrário, em governos democratas vemos o crescimento do Estado e interferência maior do governo na vida do cidadão, como na presidência de Lyndon Johnson e Franklin Roosevelt.

Já era hora de ser trazido para arena política temas difíceis. Este papel Donald Trump já cumpriu. Em uma democracia, o debate é fundamental e faltava nos Estados Unidos um nome que levantasse questões polêmicas e fornecesse voz para uma parcela do eleitorado que até então sentia-se órfã e nem se dava ao trabalho de votar. A chegada de Trump fornece voz para este eleitor e oportunidade que suas ideias sejam vistas e debatidas. Vale lembrar que em 1964, o conservador Barry Goldwater lançou-se em uma campanha muito difícil contra o Presidente Johnson. Goldwater perdeu nas urnas, mas deu vida para um movimento que tornou-se vencedor em 1980. Ele dizia que não foi derrotado, mas que apenas seus votos demoraram 16 anos para serem contados. Uma fina ironia que nos mostra a força das ideias.

Para o Brasil, meu entendimento é de que a eleição de um republicano irá favorecer nossa posição no meio internacional. Não somente porque acredito em maior abertura comercial, mas também porque Trump tende a ser mais duro com governos socialistas como de Cuba e da Venezuela, que tanto mal fazem para sua população. Sem regimes que limitam as liberdades, nosso continente tende a prosperar ainda mais. Não há dúvida que o atual governo pode ser parceiro deste processo em nossa região, o que certamente nos tornará líderes de um movimento de abertura democrática e comercial. Logo, nossa diplomacia não teria nada a temer, mas uma grande oportunidade para desbravar.

Reafirmo que a opção por Trump, em meu entendimento, é uma escolha pela diminuição da interferência do governo, pela gestão racional do Estado nas mãos de um empresário, pela defesa dos valores históricos da sociedade americana, pela vida, família, império da lei e o comércio como instrumento facilitador da aproximação dos povos. Por tudo isso, já é tempo da democracia conhecer a salutar alternância de poder. A força de um movimento e suas ideias mostram mais uma vez a importância de lutar por aquilo que acreditamos.

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O Brasil passa por um momento de transformação. A sociedade clama por mudanças e reformas em várias áreas. O Partido Social Cristão (PSC) tem a certeza de que, antes de qualquer movimento, é preciso repensar nosso modelo político. É hora de modernizá-lo, tornando-o mais racional e próximo dos eleitores, atendendo de forma mais eficaz aos anseios da sociedade.

Uma das principais distorções do sistema atual é o mecanismo flexível de coligações em eleições proporcionais. Nos moldes de hoje, os eleitores desconhecem o destino de seu voto, que na maior parte das vezes serve para eleger um candidato distante de sua linha ideológica.

O fim das coligações nas eleições proporcionais é, portanto, o primeiro ponto que defendemos numa reforma política.

No mesmo caminho, acreditamos que é necessário estabelecer um mecanismo de cláusula de desempenho. Uma democracia forte é feita de partidos fortes e de uma representação efetiva dos segmentos da sociedade no Parlamento. Os partidos devem buscar esse caminho, dando ampla publicidade às suas linhas programáticas.

Será preciso criar um modelo de transição, no qual os partidos tenham tempo para ajustar suas estruturas e apresentar ideias. Todavia, é inevitável o aumento gradativo, a cada eleição, da proporcionalidade. Isso evitará a proliferação de partidos com pouquíssima representatividade no Congresso.

Sobre as eleições majoritárias, entendemos que o tempo de televisão deveria representar a soma dos minutos disponíveis somente para o partido do candidato e de seu vice.

É esse o caminho para valorizar as coligações programáticas em detrimento das uniões oportunistas que geram distorções na formação de maiorias e, principalmente, na implementação de políticas depois que uma chapa é eleita.

Quanto ao financiamento das legendas, defendemos o fim do fundo partidário. Partidos políticos não devem ser sustentados por meio de recursos de impostos, mas sim por contribuições daqueles que comungam dos mesmos ideais e objetivos. Não é função dos pagadores de impostos financiar partidos.

Como consequência do fim do fundo partidário, defendemos também a retomada das doações empresariais, com a limitação de que sejam realizadas somente para as legendas, não para candidatos.
Dessa forma, em ano eleitoral, as doações seriam permitidas até 30 de junho -antes, portanto, das convenções partidárias que definem os candidatos. As siglas, portanto, seriam incentivadas unicamente pela força de suas ideias.

Precisamos de partidos fortes, alianças programáticas e ideias claras -caminho para uma democracia robusta, que fornece voz aos diversos setores da sociedade.

Esse é o primeiro passo de um conjunto de reformas necessárias ao Estado brasileiro, que precisa ser mais enxuto, eficiente e racional. O PSC acredita na robustez de seu programa para estabelecer-se como uma alternativa política sólida, capaz de operar as mudanças buscadas por nossa sociedade.

Crédito da imagem: @wikimedia Commons

Artigo do Pastor Everaldo publicado, originalmente, no jornal Folha de S. Paulo