Pastor Everaldo | BLOG
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Uma eleição para presidente dos Estados Unidos mobiliza enorme parcela do mundo, em especial porque o envolvimento comercial e político de diversos países passa pelo relacionamento com Washington. O debate, neste ano, intensificou-se pela polarização entre os candidatos dos dois maiores partidos. No Brasil, as discussões travadas na imprensa e nas redes sociais também foram acaloradas. Entretanto, para entender os desdobramentos para o nosso País do resultado do pleito, precisamos de uma análise mais profunda do que move cada partido e daquilo que defende cada um.

Trump é o candidato dos republicanos, partido que teve como seu primeiro presidente eleito Abraham Lincoln e que possui um histórico consistente na defesa de valores que considero essenciais para a formação de uma sociedade fraterna. Entre estes está a defesa da Constituição sem interpretações que possam desviá-la de sua essência fundamental. Além disso, dentre os princípios do partido está consagrado o direito à vida e à preservação da família como unidade central da formação da sociedade. São valores que acompanham a tradição norte-americana, responsáveis pelo seu caminho de sucesso trilhado ao longo dos anos.

Do ponto de vista econômico, a história nos mostra que os republicanos são mais abertos ao comércio, aos acordos internacionais de facilitação trocas, de um governo mais enxuto, entregando para a sociedade mais poder sobre si mesma e seus destinos. Pelas mãos do republicano Ronald Reagan, o país reencontrou sua trajetória de sucesso. Do contrário, em governos democratas vemos o crescimento do Estado e interferência maior do governo na vida do cidadão, como na presidência de Lyndon Johnson e Franklin Roosevelt.

Já era hora de ser trazido para arena política temas difíceis. Este papel Donald Trump já cumpriu. Em uma democracia, o debate é fundamental e faltava nos Estados Unidos um nome que levantasse questões polêmicas e fornecesse voz para uma parcela do eleitorado que até então sentia-se órfã e nem se dava ao trabalho de votar. A chegada de Trump fornece voz para este eleitor e oportunidade que suas ideias sejam vistas e debatidas. Vale lembrar que em 1964, o conservador Barry Goldwater lançou-se em uma campanha muito difícil contra o Presidente Johnson. Goldwater perdeu nas urnas, mas deu vida para um movimento que tornou-se vencedor em 1980. Ele dizia que não foi derrotado, mas que apenas seus votos demoraram 16 anos para serem contados. Uma fina ironia que nos mostra a força das ideias.

Para o Brasil, meu entendimento é de que a eleição de um republicano irá favorecer nossa posição no meio internacional. Não somente porque acredito em maior abertura comercial, mas também porque Trump tende a ser mais duro com governos socialistas como de Cuba e da Venezuela, que tanto mal fazem para sua população. Sem regimes que limitam as liberdades, nosso continente tende a prosperar ainda mais. Não há dúvida que o atual governo pode ser parceiro deste processo em nossa região, o que certamente nos tornará líderes de um movimento de abertura democrática e comercial. Logo, nossa diplomacia não teria nada a temer, mas uma grande oportunidade para desbravar.

Reafirmo que a opção por Trump, em meu entendimento, é uma escolha pela diminuição da interferência do governo, pela gestão racional do Estado nas mãos de um empresário, pela defesa dos valores históricos da sociedade americana, pela vida, família, império da lei e o comércio como instrumento facilitador da aproximação dos povos. Por tudo isso, já é tempo da democracia conhecer a salutar alternância de poder. A força de um movimento e suas ideias mostram mais uma vez a importância de lutar por aquilo que acreditamos.

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O Brasil passa por um momento de transformação. A sociedade clama por mudanças e reformas em várias áreas. O Partido Social Cristão (PSC) tem a certeza de que, antes de qualquer movimento, é preciso repensar nosso modelo político. É hora de modernizá-lo, tornando-o mais racional e próximo dos eleitores, atendendo de forma mais eficaz aos anseios da sociedade.

Uma das principais distorções do sistema atual é o mecanismo flexível de coligações em eleições proporcionais. Nos moldes de hoje, os eleitores desconhecem o destino de seu voto, que na maior parte das vezes serve para eleger um candidato distante de sua linha ideológica.

O fim das coligações nas eleições proporcionais é, portanto, o primeiro ponto que defendemos numa reforma política.

No mesmo caminho, acreditamos que é necessário estabelecer um mecanismo de cláusula de desempenho. Uma democracia forte é feita de partidos fortes e de uma representação efetiva dos segmentos da sociedade no Parlamento. Os partidos devem buscar esse caminho, dando ampla publicidade às suas linhas programáticas.

Será preciso criar um modelo de transição, no qual os partidos tenham tempo para ajustar suas estruturas e apresentar ideias. Todavia, é inevitável o aumento gradativo, a cada eleição, da proporcionalidade. Isso evitará a proliferação de partidos com pouquíssima representatividade no Congresso.

Sobre as eleições majoritárias, entendemos que o tempo de televisão deveria representar a soma dos minutos disponíveis somente para o partido do candidato e de seu vice.

É esse o caminho para valorizar as coligações programáticas em detrimento das uniões oportunistas que geram distorções na formação de maiorias e, principalmente, na implementação de políticas depois que uma chapa é eleita.

Quanto ao financiamento das legendas, defendemos o fim do fundo partidário. Partidos políticos não devem ser sustentados por meio de recursos de impostos, mas sim por contribuições daqueles que comungam dos mesmos ideais e objetivos. Não é função dos pagadores de impostos financiar partidos.

Como consequência do fim do fundo partidário, defendemos também a retomada das doações empresariais, com a limitação de que sejam realizadas somente para as legendas, não para candidatos.
Dessa forma, em ano eleitoral, as doações seriam permitidas até 30 de junho -antes, portanto, das convenções partidárias que definem os candidatos. As siglas, portanto, seriam incentivadas unicamente pela força de suas ideias.

Precisamos de partidos fortes, alianças programáticas e ideias claras -caminho para uma democracia robusta, que fornece voz aos diversos setores da sociedade.

Esse é o primeiro passo de um conjunto de reformas necessárias ao Estado brasileiro, que precisa ser mais enxuto, eficiente e racional. O PSC acredita na robustez de seu programa para estabelecer-se como uma alternativa política sólida, capaz de operar as mudanças buscadas por nossa sociedade.

Crédito da imagem: @wikimedia Commons

Artigo do Pastor Everaldo publicado, originalmente, no jornal Folha de S. Paulo

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Quando o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, anunciou, no Senado Federal neste histórico 31 de agosto de 2016, o impeachment da presidente Dilma Rousseff por 61 votos a favor e 20 contra, pensei que era hora de o Brasil seguir em frente.

Com esta mudança de direção no governo, readquire-se a governabilidade e os milhões de desempregados poderão ter esperança na volta do crescimento econômico e retomada das vagas de emprego e sustento para suas famílias.

No mesmo dia, Michel Temer tomou posse em definitivo como presidente da República, em sessão solene do Congresso Nacional, no plenário do Senado. Comemoramos essa data histórica do nosso país. E nós do PSC continuaremos trabalhando para retomar o crescimento econômico e social do Brasil!

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O Partido Social Cristão por sua natureza e princípios não compactua com qualquer afronta à dignidade humana e vem a público manifestar sua indignação ante ilações criminosas perpetradas contra dirigentes partidários, as quais não resistem à menor averiguação.

Houvesse qualquer base factual inquestionável, o partido já teria tomado uma atitude punitiva contra seus próprios membros.

Claramente, porém, essas declarações passam longe da verdade. Aliás, os antecedentes da acusadora já apontam para uma mente fantasiosa, fortemente inclinada para a mentira.

Assim:
Declarou em boletim de ocorrência que foi estuprada três vezes, em três dias seguidos, por um mesmo autor desconhecido. Porém, em seus relatos públicos, ela afirma que esfaqueou o autor e que este se encontra preso.

Na compulsão de denunciar, já registrou outros boletins de ocorrência contra inúmeras pessoas, que resultaram arquivados por falta de comprovação.

O seu relato atual é confuso e descomprometido com as provas. Diz que sofreu, além da tentativa de estupro, agressão física e lesão corporal, mas não apresentou qualquer laudo de corpo de delito.

Promoveu acusações, desmentiu e depois desmentiu o desmentido. Disse que foi desfiliada pelo partido a título de represália, quando, na verdade, nunca foi filiada ao PSC, pois não apresentou os documentos essenciais para a filiação.

Afirma ser jornalista, trabalhar na ONU e ser líder do PSC Jovem em Brasília. Na verdade, não tem nível superior, nunca esteve na ONU e não pode ser líder de um partido ao qual nunca foi filiada.

Não surpreende, pois, que, de mentira em mentira, tenha evoluído para a mais grosseira e abjeta afirmação de toda essa história mal construída: a de que teria sido aliciada pelo partido para receber vantagens materiais em troca do seu silêncio.

Ela foi recebida coletivamente por membros da Executiva Nacional que, pacientemente, ouviram seu relato e recomendaram que procurasse a Justiça, uma vez que a Executiva é uma instância política.

A mentira e o oportunismo político não podem prosperar. O PSC irá até as últimas consequências para garantir que os fatos sejam corretamente apurados. E, neste momento, representado pelo seu advogado, comparece à 1ª Delegacia do DF para registrar as ocorrências delituosas praticadas pela acusadora, com vistas às providências legais cabíveis.

Marcondes Gadelha - presidente
Denise Assumpção - membro, representando o PSC Mulher
Samuel Oliveira - membro, representando o PSC Jovem

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O presidente do PSC, pastor Everaldo, e a delegação de autoridades brasileiras lideradas por ele em visita a Israel, tiveram um encontro com Shmuel Rabinovitch, rabino-chefe em Jerusalém que cuida de um dos principais locais sagrados da cidade, o Muro das Lamentações.

O gesto de atenção e carinho aconteceu na terça-feira, 10 de maio, e em retribuição à deferência do rabino, que deixou o seu gabinete para estar com o grupo de brasileiros, o pastor leu para ele o Salmo 122.